Cansei deste blog. A Renée tem razão, é o caos. É o caos e se não fosse ele não existiria nada. Estou cansado de dizer besteiras, de contar histórias e este blog vai sofrer as consequências sérias. Só assim poderei descansar.
Este blog está morrendo, não sei se ele vai acabar, porque não sou adepto da idéia de que tudo acaba com a morte. Mas ele está na minha mira, e provavelmente ele vai ficar com medo. Por enquanto, gente boa, isso é só, porque estou meio grogue e com sono.
Fiquem com os anjos e desejo um feliz 2010 para todos.
Até!
A Dream About Quimera
Tente descobri sobre o que é este blog e eu lhe dou um dólar.
04 Fevereiro 2010
02 Fevereiro 2010
A vila
A poeira sufocava como veneno. Estavamos cegos, sem saber para onde apontar. Os gritos vinham de todos os lados. Eu chorei como uma criança sem a mãe. Eu compartilhava minhas lágrimas com os resto da tropa. Há dois dias fomos mandados numa missão. ''Levem os suprimentos para os amigos e aliados naquela vila''. Aquela vila...
Flautas e crianças brincando. Os homens trabalhando em seus comércios. Vendendo frutas, consertando sapatos, fazendo pães. Se não fosse a guerra, eu certamente gostaria de ficar por lá. E no meio daquela correria do dia a dia, ninguém fazia questão de lembrar, ou nunca se passou pela cabeça de ninguém, que a batalha estava a poucos metros.
Poucos metros, os olhos dela me encontraram. Quando nós finalmente conseguimos entregar os suprimentos, um vento do acaso trouxe o laço dela até minhas mãos. Era vermelho. Ela pegou de volta das minhas mãos. Estava meio enrubecida. E se foi. Uma banda tocava na praça para tentar arrumar alguns trocados. Eu e meu esquadrão voltamos para a base. Deixamos a vila. A vila...
Hoje, uma frota aérea bombardeou a vila enquanto nosso esquadrão passava por ela. Prédios caíram, corpos se espalharam. Havia sangue por todo lugar. Não havia mais flautas nem crianças brincando. Os homens, não, eles não trabalhavam. A frutas... Os sapatos... Os pães... Os laços.
Quando a poeira finalmente baixou e os gritos começaram a ecoar por entre as ruinas, fomos vendo corpos e mais corpos. Achei que alguns gritos nem eram de vivos. Felizmente, poucos, muito poucos do nosso esquadrão morreram. Ajudamos alguns feridos que poderiam ser ajudados e seguimos a marcha. Um vento do acaso trouxe um lenço vermelho as minhas mãos. Não, eu não queria mais voltar aquele lugar. Mas eu nunca vou esquecer da vila. Deus, a vila...
23 Janeiro 2010
''Dorothy was right though...''
Luzes, muitas luzes pelo salão. Eu posso ver o reflexo de todo mundo. Tá chegando a hora da aproximação e os meus olhos começam a procurar os alvos. O coração bate mais forte e mais rápido, acompanha as vezes o ritmo da música. ''O que é que eu vou dizer?'' Enquanto isso, os meus olhos se fixaram nela. Não estava pronto, mas não havia mais tempo...
--- Ela não era do tipo que gosta de ser domada, então ---
Ela começa a chegar. O coração já parou de bater ''Onde é que eu tou?'' Enfrentando o perigo sem faca nenhuma? Então, de repente, eu vi você. E quando ela chegou eu só pude dizer pra ela:
''Te vi por acidente e logo tudo ia se desfazer''
Então eu corri pra você. E você me esperava. Te abracei forte. ''Sei lá, parece que eu te conheço de outros tempos''. E eu sei que você vai ouvir muito eu dizer:
''Te vi naquele dia e sabia que ia ser pra sempre
Te vi naquele dia e sabia que ia ser pra sempre
Te vi naquele dia e sabia que ia ser pra sempre...''
16 Janeiro 2010
Que 2010 seja funk e um Funk para esquentar os para(e)dões!
Perdão porque eu pequei. Deixei o blog às traças... Pelo menos fiz bem a elas. Não tenho muito o que dizer. O ano não começou muito bem pra mim, mas vamos torcer para que ele melhore. Ano, aliás, de formatura, por bem ou por mal.
Mas para não dá uma fora no primeiro post do ano, fiquem com uma composição de minha autoria. É um funk, por isso, nem vou precisar colocar música. Todo mundo sabe como é um funk, porque todo mundo sabe que funk (brasileiro) é tudo igual. Vou por só a letra e contribuir mais ainda para que o Brasil se torne, neste ano de copo e eleição, um pais mais legal culturalmente.
Aqui vai a letra, paciência se você não conseguir decorar de primeiro, é muito dificil:
- Essa menina tem popô de 29 polegadas/ Liga/ Desliga/ Liga/ Desliga/ Liga/ Desliga.
É só repetir 29 vezes e finalizar com:
- Eu gosto mais da de tubão/ Liga/ Desliga/Liga/ Desliga/ Liga/ Desliga/ Shhhhhhhhh
Dá um fade out no ''Shhhhhhhhh'' e finaliza com a batida funkadora. Pronto! =) Viva a cultura! A baixa, a alta, a mediana, a erudita, a popular, etc.
Até!
P.S.: Essa música é minha e tem copyright ok! =p
QUER COMENTAR, XINGAR, DESABAFAR, ENTÃO FAÇA ISSO AQUI.
P.S.: Essa música é minha e tem copyright ok! =p
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30 Dezembro 2009
Retrospectiva ADAQ 2009
Vou resumir assim: o primeiro semestre foi intelectualmente ruim, fiquei mais burro; o segundo semestre foi melhor, deu pra compensar a burrice adquirida no periodo anterior. Aqui no blog, várias coisas aconteceram, claro, é um blog. Reformulei graficamente este pedaço de web 2.0 duas vezes. Ainda está, ao meu ver, uma porqueira, mas continuarei assim por algum tempo, pois temo que a preguiça que acompanha estas férias não me permita mudar.
Olhando por cima o que eu fiz, percebi que a inconstância ainda é a pior coisa neste blog. Sim, porque queria ser constante. Embora, muito embora, e talvez, a inconstância seja uma boa marca. Neste final de 2009 eu só posso esperar que o blog continue. O sonho pela utopia é ridículo, mas é um sonho e por isso mesmo deve continuar. A realidade é outra coisa...
Fiquem com minha animação de 2 segundos que fiz dia desses e com meus sinceros desejos de que 2010 seja legal para todos nós (menos pra alguns, ok)
Até!
11 Dezembro 2009
O teresinense insensível
Por Rafael Marinho
Abri meu jornal. Fechei meu jornal. Tomei uma xícara de café mergulhando nele pão massa fina com margarina. Como sempre fazia, saí para o trabalho de carro e peguei um engarrafamento rumo ao centro logo ali na ponte da avenida Frei Serafim. Tenho certeza de que o nome não é esse, mas não parava de pensar que seria muito melhor que quem morreu naquele acidente sobre a ponte, impedindo o tráfego, tivesse caído de uma vez da ponte para dentro o rio imundo, assim eu não me atrasaria para o serviço.
Cheguei ao trabalho atrasado por causa de um morto. Trabalhei, trabalhei, pensei em que precisava em casa. Por um momento pensei que estava tudo em seu devido lugar no espaço e no tempo. Mulher, crianças, bens materiais necessários para a sobrevivência, comida, casa, carro, empregada, família, etc. Não estava. A epifania resolveu me atingir quando recusei um prato de uma salada simpática e colorida e a troquei por dois bons pedaços de carne. Eu podia, paguei o preço de um quilo de carne por dois pedaços e recusei uma salada colorida.
O colorido da salada me fez pensar o quanto a minha vida era um bife. E antes que ache que vou ajudar você caro leitor, saiba que eu odeio rótulos ‘‘autoajudanescos’’. Sim, um bife bem passado, que custava muito mais do que tinha que custar. Um sabor tão bom, aquela gordura magnífica derretendo e depois endurecendo dentro das minhas veias, me tornando duro até a morte, amém. Estava tudo escrito naquele pedaço de bife, toda minha vida. Chamei o garçom ‘‘Vou querer a salada também’’. Claro, só porque eu vi que minha vida era um bife, não significa necessariamente que não o comeria, afinal, aquele bife estava uma beleza.
Trabalhei, trabalhei. Peguei meu carro, subi a 24 de janeiro até a Avenida Frei Serafim, bem em frente à Igreja. Outro baita engarrafamento. Todo dia eu tinha que pegar. Porque todo dia alguém caia de moto, ou era atropelado, ou batia o carro, ou simplesmente não sabia dirigir. Eu ficava parado por horas contemplando (estou sendo irônico agora) aquela escultura do Frei Serafim todo santo dia.
A epifania de cedo não tinha me ajudado a enxergar algo que estava bem na minha frente. Não, não era a escultura, mas sim os ciclistas passando pelo canteiro central, onde não podiam passar. Seria minha mudança de vida, para uma vida mais simples, uma vida sem poluição nem xingamentos. O trafego fluiu.
No outro dia fui para o trabalho de bicicleta. A mulher reclamou, perguntou se não era melhor ir de ônibus. Claro que não, o engarrafamento seria o mesmo e pagaria caro por uma passagem, tão caro que era melhor entregar de vez a carteira... Não, eu iria de bicicleta, sem combustível, só com minha força. Levei na mochila roupas para me trocar no trabalho. Tomei meu café, saí de bicicleta e nenhum morto me atrapalhou. Cheguei mais cedo no trabalho.
Trabalhei, trabalhei, trabalhei. Comi salada com um só bife. Trabalhei, trabalhei e trabalhei. Peguei minha bicicleta e fui pedalando de volta para casa. Subi a 24 de janeiro até a Frei Serafim e parei no sinal vermelho. Não, eu não ia pegar o canteiro central, é proibido. Quando pensei nisso, exatamente nisso, olhei para o lugar que eu sempre ocupava com meu carro naquele engarrafamento de todo dia, que já tinha se formado.
Um carro preto, com uma família dentro olhando a escultura do Frei Serafim, no mesmo lugar onde eu ficava. Eu olhava atentamente as caras e bocas que faziam, a raiva de ter que enfrentar aquilo todo dia, sem volta, ou sem coragem de voltar. De repente, um ônibus desgovernado. Bateu com tanta ferocidade no carro preto, que ele capotou algumas vezes e, todo esmagado, parou do outro lado da avenida. O ônibus parou atravessado no canteiro central e o motorista desceu aterrorizado. As platéias, dentro de seus carros, olhavam atentamente. Espantados. Alguns querendo ver o sangue jorrar. Eu, por outro lado, não precisava e não queria ficar parado como eles e continuei pedalando para casa. E a escultura do Frei Serafim estendia as mãos e olhava para o céu, em dúvida.
06 Dezembro 2009
A história da UFPI - parte final
Olá, vai aqui a terceira e a quarta parte do trabalho sobre a história da UFPI.
3. ´´Água mole em pedra dura``
Depois do chamado do presidente as coisas parecem começar a andar. A Academia Piauiense de Letra, representada pelo Des. Simplício Mendes, mostrou total apoio a Petrônio. O Alunado, as Faculdades existentes, a população se esmerou na passeata com cartazes e faixas pedindo uma Universidade para o Piauí.
Na época, o técnico do Ministério da Agricultura do Piauí, Gonçalo Aires Filho, também mostrou total colaboração e apoio para a formação da Universidade. A Associação dos Universitários Piauienses em Brasília, AUP, frente a uma já formada Universidade, também mostraram apoio total à construção de uma Universidade no Piauí.
Silveira Lima, presidente do Conselho Estadual de Educação, elaborou documento assinado também pelos diretores acadêmicos e líderes estudantis, solicitando ao presidente da República a impreterível construção da Universidade do Piauí
´´(...) Sr Presidente:
Bem sabemos que a tarefa não é das mais fáceis. Reclamará trabalho infatigável, luta diuturna, dedicação, amor, carinho. Mas, Senhor Excelentíssimo, estamos dispostos, mercê do seu apoio indispensável e insubstituível, a grande luta, à luta redentora que agora unem inseparavelmente, governo e povo, na UNIÃO PELO PIAUÍ E PELA UNIVERSIDADE``
Depois disso, em novembro de 1966, o presidente Castelo Branco determinou ao Ministério da Educação e Cultura que se iniciasse o processo de criação da Universidade Federal do Piauí. Para isso uma Comissão de Verificação foi mandada ao Estado, para checar as condições econômicas, culturais e financeiras.
Apesar do atraso no processo causado pela troca de presidentes (estava agora no cargo Artur da Costa e Silva), em 4 de julho de 1968, aprovado o Parecer nº457/68, baseado no relatório do professor Gilberto de Oliveira Andrade, membro da Comissão de Verificação, que indicava que o Piauí poderia constituir uma Universidade.
Em 12 de novembro de 1968, o presidente da Costa e Silva assinava a Lei nº 5528 e criava a Fundação Universidade Federal do Piauí.
4. A Universidade Federal do Piauí
Neste primeiro momento, a Fundação não tinha uma estrutura física que pudesse comportar os cursos existentes à época, nem mesmo um lugar para uma estrutura unificada. Então, as cinco Faculdades (e uma de Administração em Paranaíba) continuavam onde se encontravam: A de Direito, na Praça do Fripisa; a de Filosofia, na Praça Saraiva; a de Odontologia, que funcionava junto com a de Medicina, perto do estádio Verdão; e a de Administração em Parnaíba.
Apesar da divisão dos prédios, o vestibular era da instituição Universidade e era feito de forma seriada. Eram cinco dias de prova e quem fazia recebia até lanche. Os cursos oferecidos naquele primeiro momento eram Direito, Filosofia, História, Geografia, Letras, Odontologia, Matemática, Física e Administração. Cursos como o de Matemática e Física, funcionavam na Faculdade de Filosofia.
À época, a escolha do reitor se tornou complicada, até porque vários nomes pensados eram, rapidamente, substituídos por outros. Dos que tinha nomes sugeridos para o cargo de Reitor estavam o Diretor da Faculdade de Medicina, prof. Zenon Rocha; o presidente da Fundação do Ensino Superior, prof. Manuel Paulo Nunes, que participou ativamente da instituição, dos processos de constituição da UFPI e era quem todos achavam que ia ser o primeiro Reitor, mas que não foi por razões políticas; e o Diretor da Faculdade de Direito na época, o prof. Robert Wall de Carvalho, que foi o primeiro Reitor pro tempore da Universidade Federal do Piauí graças às razões políticas que tiraram Manuel Nunes.
Essas razões políticas tinham haver com a ditadura e o posicionamento do então governador João Clímaco D’Almeida. Apesar de o professor Manuel Paulo Nunes ter constituído e participado incrivelmente do processo de instituição da UFPI, seus ideais eram tidos ‘revolucionários’, por isso a escolha de Robert Wall, mais ligado ao governo e ´´aos donos do poder``.
O Governo, aliás, foi quem dominou a escolha dos reitores durante os primeiro momento. Atitudes revolucionárias não eram bem vindas. Além disso, a própria formação do Piauí, baseada numa cultura política, fazia com que muitos grupos da elite do governo quisessem seus familiares dentro da Universidade em boas funções, claro, administrativas.
Isso servia para o governo manter seus status e certo controle. Afinal, a Universidade podia ser um espaço para propagação de idéias e idéias não eram muito bem vistas no contexto militar. Talvez por isso, e também por certa indecisão quanto à escolha do Reitor, demorou dois anos para que a UFPI fosse realmente instalada, e mais um para que a estrutura inicial fosse construída, em um só lugar.
A posse do Desembargador Robert Wall de Carvalho como Reitor pro tempore (temporário, que não necessariamente ficaria no cargo por quatro anos) ocorreu dia 28 de janeiro de 1971. Ele foi empossado durante o governo de João Clímaco D’Almeida.
Em 1º de março de 1971, a Universidade Federal do Piauí foi instalada em um lugar simples e precário. Antes, um terreno no bairro Socopo tinha sido avaliado, mas foi no bairro Ininga que o campus foi construído. O terreno no Ininga foi escolhido com base em um estudo pormenorizado de especialistas da Universidade de Brasília.
O discurso inaugural ocorreu no Clube dos Diários, ainda em 1971, na época da instalação, em março. Estavam presentes o governador João Clímaco D’Almeida, que foi quem primeiro assinou a Ata de Instalação, seguido de Dom Avelar e do já Senador Petrônio Portela, que fez a aula inaugural, chamada ´´Aula da Sapiência``. O Reitor pro tempore Robert Wall de Carvalho também estava presente e fez discurso junto ao governador.
Em 15 de março de 1971, o novo governador, Alberto Silva, entra em cena e chama para a reitoria um jovem de apenas 29 anos, na época Decano (um Pró-Reitor) de Assuntos Estudantis da Universidade de Brasília, chamado Hélcio Uchôa Saraiva. Assim, o Reitor pro tempore Robert Wall dá lugar a outro reitor em menos de seis meses no cargo.
O novo Reitor tomou medidas polêmicas, como a revogação do Ato do prof. Robert Wall de tornar todos os professores das Faculdades em Professores Titulares. Ao invés disso, em novo ato, recolocou os professores como Colaboradores, o que permitia reenquadrá-los dada suas qualificações.
Uma vontade do Reitor Hélcio Saraiva, que ajudou muito o desenvolvimento da UFPI, foi a de construir o mais rápido possível o campus da instituição. O governador anterior, João Clímaco, tinha apenas instalado, mas a estrutura em si, só começou a ser realizada durante o período de Hélcio Saraiva.
Em 1972, foram construídos cinco grandes galpões (e logo depois mais cinco), onde hoje fica o CCN. Nestes galpões ficaram instalados primeiramente os serviços gerais, mas por falta de uma estrutura própria ao ensino, eles abrigaram as atividades administrativas e didáticas.
Muitos alunos, a principio, foram contra a unificação da estrutura, acostumados aos prédios das Faculdades, mais pertos do Centro, trocá-los por um lugar no meio do nada, cheio de mato, era complicado. Chegar à Universidade era difícil. Depois da Igreja de Fátima, que fica hoje na Av. Nossa Senhora de Fátima, naquele tempo simplesmente uma rua, não havia calçamento que levasse à UFPI, só piçarra.
A Universidade, com sua construção, fez com que fossem aparecendo casas e ruas em sua volta e rumo. Ela desenvolveu, além do aspecto intelectual, o aspecto geográfico. O Ininga era, naquela época, longe de tudo e a UFPI facilitou a própria expansão de Teresina
Para citar as dificuldades do acesso à UFPI, basta dizer que os alunos eram obrigados a dar voltas, bem mais compridas que as de hoje, nos ônibus (a sensação era de que já estavam saindo da cidade) ou pegar carona para chegar. Na época de chuva, o lamaçal era completo.
Aos poucos, durante alguns anos, ainda na década de 1970, os prédios como nós conhecemos hoje no CCN (Centro de Ciências da Natureza), foram sendo construídos e com eles, novos cursos, novos direcionamentos à pesquisa e extensão.
Já o CCHL (Centro de Ciências Humanas e Letras) e o CCE (Centro de Ciências da Educação) vieram depois, já na década de 1980. Curiosamente foram feitos por uma equipe do sul do país, por isso mesmo pensados para um clima mais frio, os centros foram construídos em enormes buracos artificiais e suas salas tinham, por dentro, abertura para aquecedores e por fora, uma estrutura para, pasmem, quebrar gelo. O CT (Centro de Tecnologia) é bem mais novo, foi construído já na década de 1990.
Ainda hoje a Universidade Federal do Piauí cresce. Mais cursos foram disponibilizados, entre eles moda e arqueologia. Além disso, a UFPI coloca pólos de ensino em várias cidades do Piauí, como Picos e Bom Jesus. Também assume reformas, como a do CCHL e do CCN.
O que se pôde comprovar desta junção de todos os envolvidos sociais, Estado, Igreja, Federação, estudantes, foi que a luta por uma universidade se mostrou intensa e seu produto satisfatório. A UFPI continua sua história, trazendo pensamento critico e desenvolvimento para o Estado.
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