22 Novembro 2009

A história da UFPI - primeira parte

Existem matérias (e alguns cursos também) totalmente dispensáveis na UFPI. Uma delas eu paguei no periodo passado e a única coisa que nós fizemos (eu e meu amigo Misael) foi um texto básico sobre o surgimento da UFPI.

Como não tem muito material sobre isso por aí, principalmente na internet, resolvi colocar aqui pra quem por ventura quiser consultar ou tiver alguma curiosidade. A maioria das informações nós conseguimos em uma tese de doutorado da Dr. Guiomar de Oliveira Passos. O trabalho dela está disponível na biblioteca central da UFPI.

Por ter sido feito com a pressa da última hora, e também por contar somente com uma única fonte principal, não sei bem se todas as datas estão corretas ou se há contradições. NÃO É um documento científico e foi feito unicamente para obter nota na disciplina.

Vou colocar em pedaços para diminuir a prolixidade que por acaso possa aparecer. Aqui, a primeira parte:


SURGIMENTO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ

1. Principio e primeira tentativa
Desde a criação da Faculdade de Direito do Piauí, no ano de 1931, pensava-se na criação de uma universidade no Piauí. Mas devido ao isolamento geográfico e cultural do Estado, este pensamento não foi efetivado neste primeiro momento.
            Pouco mais de trinta anos depois, em 1963, inspirados na reforma universitária e na criação da Universidade de Brasília (1961, instaurada no governo de João Goulart), a União Estadual dos Estudantes do Piauí, liderados pelo estudante Oston Teixeira Diniz, decide lutar pela criação de uma universidade piauiense.
            Esse primeiro passo dado pela UEE do Piauí foi seguido por diversos componentes sociais do Estado. A Igreja, por exemplo, que criara anos antes a Faculdade Católica de Filosofia, se mostrava simpática à empreitada. Além disso, o apoio à criação de Universidade contava com a participação de deputados e senadores, todos ansiosos por um ensino superior unificado no Estado.
            Outro espaço importante de luta por uma universidade piauiense foi a imprensa. No jornal ´´O Dia``, por exemplo, foi publicado, dentro do espaço reservado ao Diretório Acadêmico da Faculdade de Direito, o lema da luta: ´´O PIAUÍ EXIGE A CRIAÇÃO DE SUA UNIVERSIDADE`` Nesse primeiro momento, aliás, a imprensa foi de suma importância. A idéia de uma universidade se dava através de textos publicados em colunas de jornais por estudantes e intelectuais, como é o caso da ´´Retalhos Universitários``. Este espaço em jornais era usado principalmente para alcançar o movimento social.
            Além disso, havia pressão dos estudantes sobre os parlamentares, que como já dito corroboravam com a idéia de criação de uma Universidade. Havia também outra classe participante, a dos professores, que gozando de muito prestígio social fizeram com que a sociedade cada vez mais se entusiasmasse com a idéia. Um destes professores foi o atual deputado Wilson Brandão (na época das lutas pela universidade, era diretor da Faculdade de Direito e professor) que afirmou que sua classe foi arauto desta bandeira e se engajou plenamente no movimento de reivindicação (GUIOMAR, 2003, p40). Outros professores atuantes foram Simplício de Souza Mendes, desembargador e presidente da Academia Piauiense de Letras e Raimundo Nonato Monteiro de Santana, presidente da CODESE, órgão de Planejamento do Estado, que também publicavam artigos em jornais em prol de uma universidade.
            A repercussão desse movimento apoiado por várias entidades sociais tomou uma amplitude tão grande que culminou com a criação, em outubro de 1963, do Comitê Pró-Universidade do Piauí, tendo como presidente Wilson Brandão. Na época, Raimundo Nonato Monteiro de Santana procurou convencer o então governador do Piauí, Petrônio Portela, a assumir a liderança pela criação da universidade. Em artigo para o jornal, ele escreveu:
 ´´Todo movimento precisa de um comando, estou certo de que o governador Petrônio Portela, animado do propósito de bem servir o Piauí, neste momento deve estar reformulando seu plano e estabelecendo as bases de sua participação e comando na luta pela Universidade que os grupos mais politizados do Estado estão exigindo``
            Quem ajudou também o movimento Pró-Universidade foi a UNE, União Nacional dos Estudantes, que escrevia telegramas para o presidente da República, João Goulart, para o governador Petrônio Portela e para o ministro da educação e cultura.
            O movimento ganhou caráter mais palpável, quase a conseguir seu objetivo, já em janeiro de 1964, quando é aprovada a Lei nº2567 pelo governador Petrônio Portela que autorizava a organização, em Fundação, da Universidade do Piauí, a UEP. Infelizmente, a empreitada não deu certo... Vários foram os fatores, dentre eles destaca-se a falta de gerenciamento; desconhecimento dos aspectos legais que implicavam na implantação da Universidade; poucas Faculdades para agregar, tendo poucos cursos que por Lei eram exigidos para a criação da instituição; o próprio Ministério da Educação acreditava que o movimento não tinha força para efetivar-se.
            Outra coisa que não ajudou na realização deste ‘sonho’ da sociedade, foi o Golpe Militar. Mesmo com a autorização do governador Petrônio Portela, a instabilidade política do período não facilitou a concretização do plano de criação da Universidade. Acontece que houve, por causa do regime militar, a dissociação das diretorias das entidades estudantis e prisão de alguns líderes. Na mesma situação de desintegração se encontrou o Comitê Pró-Universidade do Piauí, ficando calado inativo até meados de 1965.

21 Novembro 2009

A cada dia que passa...

A internet faz menos falta para mim.

18 Novembro 2009

Caos Calmo




Na última sexta-feira acordei cedo. Liguei o computador pra ver sei lá o que diabo e percebi que ele já não tava muito bem. A programa de conexão não se abriu (mas a conexão de rede já estava estabelecida, menos mal, pude internetar) e o msn não entrava nem a pau. Nem alguns outros programas (leia-se jogos). Desliguei, tive que sair, ''obrigações'' universitárias.

Voltei, liguei o PC de novo com a esperança de que o que tinha acontecido antes fosse mais um daqueles erros do Windows. Mas como eu suspeitava, não era. O problema continuou e depois de muito googlear e não achar solução barata, resolvi passar o antivirus. Mas eu sou um rapaz impaciente pra essas coisas, não demorou muito eu parei e fui ver o que diabos tava em quarentena, podia ter algum arquivo do system32 lá. Tinha, o idiota aqui o excluiu junto com outros virus no próprio gerenciador.

Depois disso, já a noite, a internet deixou de funcionar. O que acontece neste momentos? Pânico? Se você pensou nisso, errou. Da última vez que levei meu PC pra assistência, aí sim eu pirei, gritei tudo quanto foi nome porque a bosta não tava funcionando. Bom, não adianta. Desta vez, com tanta matéria em revista falando pra gente desacelerar, eu resolvi entrar na onda. Sábado ele foi pra assistência e o que fazer?

Dormir, assistir TV, estudar, ler, jogar video game, falar ao telefone, sair, ir no supermercado, comer (principalmente), assistir filmes, comprar filmes, pensar na desaceleração e se achar o máximo por não estar em outra Wave por aí. É colega, você acha que eu senti falta de informações ou de ser obrigado a ler todo santo dia sobre mídia e novas tecnologias? A coisa que eu mais senti falta foi de conversar e pra isso há outras formas.

Não deixei também de acompanhar os telejornais. Inclusive os daqui. Sim, sou crítico e lá vai a crítica: pelo amor de Deus, tirem essa tal de Letícia Pereira... Viu, só fiz esse pequeno parágrafo de intervensão para esta crítica.

Hoje o PC chegou, tou aqui nele, acho que logo o vício vai voltar e me tornarei novamente um sedentário procrastinador dos infernos. Mas enquanto isso não acontece, vou pensar minha situação conversando (sim, com pessoas) no MSN...

08 Novembro 2009

A verdade: um quadro

Eu questiono as verdades porque elas são quadros. Uma pincelada, outra, formam uma figura, ou melhor, várias. As figuras dependem logicamente de quem  as pinta, e por sua vez, de toda bagagem que este pintor tem. Depende também de quem vai à exposição, de toda bagagem que estes público, em sua pluralidade, tem.

Falo isso pelo caso da estudante da Uniban, Geisy Arruda, que foi agredida (se não física, moralmente) por alguns alunos da mesma instituição, porque dizem (e dizer é ótimo né) que ela estava usando trages desapropridos. Vocês sabem, adolescentes e jovens pedantes é o que mais a gente vê em faculdades, universidades e afins. Só porque Universidade quer dizer união de diversidade, não significa que tenha que ser assim, nem sempre é. Um conceito não o faz por completo, é a mesma coisa da ''verdade''.

Não vi, nos lugares que olhei, maiores explicações por causa dos estudantes. A desculpa é: vamos bater nela porque ela tá vestida como um puta. É uma justificativa terrível. Calma, não me vejam como insensível, quero só saber quem disse isso. A agressão não se justifica de modo algum, mas alguns comportamentos sim, pelo menos ao meu ver.

Agora, expulsaram a menina da Uniban, mas parece que a mídia não deu muita atenção às justificativas da universidade, preferem ficar com a versão da Geisy com seu vestido comportado. Eu mesmo acho que o vestido não tinha nada demais. Mas vamos ouvir sem julgar. Eu sei que é difícil, eu mesmo julgo a forma como condenam a Uniban, mas vejam bem, é verdade é um quadro.

01 Novembro 2009

Do VHS ao DVD




A minha invenção de fazer cinema surgiu depois do VHS. Lembro que o primeiro filme que comprei em fita foi numa banca de jornal. Na época, a gente nem tinha o player aqui em casa e a compra dele foi motivada por esse meu primeiro filme, Mortal Kombat. Naquele tempo eu era fascinado pelo Ultimate e outros jogos do MK, e até tive medo de ver o filme devido os Brutalites e Fatalites do jogo. O filme, porém, pega até bem leve e resgata bem os personagens.

Mas isso não vem ao caso. Quando finalmente compramos os VHS, não comprávamos filmes, alugávamos, geralmente infantil, ou gravavamos coisas da televisão. Nesse VHS tive muitas emoções: conheci meu herói quando criança, o policial John McClane (do Duro de Matar, ''interpretado'' pelo Bruce Willis); me divertia vendo um clipe do Michael Jackson quase todo santo dia, o Smooth Criminal, do MoonWalker, que já até postei aqui; Me viciei em filmes da Disney e comprava originais; assisti centenas de filmes do Batman, principalmente O retorno e por ai vai.

Nisso, em dezembro de 1999 (um ano fatídico), minha tia veio de Recife pra cá e comprou pra mim um exemplar da revista de cinema Set. A capa era o hoje governador da Califórnia (é ainda?) Arnold Shwarzenneger (é assim?) dando um soco pra promover o filme Fim dos Dias (chato que só, mas o Grabriel Byrne tá bem). Foi nessa revista que me encontrei. Fabricar histórias (eu já inventava faz tempo) e gravá-las em película pra todo mundo ver (ainda nunca fiz, só em fita).

Minha tia assinou a revista pra mim e meu universo de filmes se estendeu. Não queria mais assistir só as mesmas coisas (mas continuei, claro) e como todas as locadoras de VHS do centro estavam fechando, o jeito era gravar da televisão à noite (eu dormia cedo) e assistir depois do escola no outro dia. Gravava também o Oscar, pra saber das novidades. Fiquei super feliz de ver Matrix ganhar uns 4 ou 5 Oscars porque já tinha assistido ele diversas vezes no meu VHS, me sentia pioneiro. Momentos felizes.

Porém, a vida é feita de momentos felizes e não de uma infinidade incomum de felicidade e  meu VHS, de quando em quando, sujava o cabeçote até que  um dia não consegui mais limpá-lo (sim, eu mesmo fazia a manutenção, afinal, era só abrir, passar um pano e assoprar, pra que pagar pra fazer isso?). Triste fim do VHS, mas naquela altura, por causa da Set, já tava antenado com as novas tecnologias. Não sei em que ano foi isso, mas foi quando os DVDs tavam no começo ainda. Precionei a mamãe e ela comprou um DVD Player da Philips, que até hoje funciona e nunca foi pra manutenção. Era difícil, naquela época aqui em Teresina, achar filmes pra vender ou locar (ainda hoje é, vai, pelo menos pra venda, mas melhorou muito). Os primeiros DVDs eram 50, 60 contos, minha mãe mesmo comprou meu primeiro DVD, que foi um show do Bryan Adams, por um 65 reais. Ela comprou junto dois filmes, Mente brilhante (duplo, numa edição bem bacana) e A fuga das galinhas (também numa edição bem legal que infelizmente não trazia legendas em português no extras).

Com estes 3 DVDs, comecei minha coleção, que não tem muitos títulos hoje em dia, mas são os que eu gosto e são originais. Agora imagina minha alegria com estes três dvds. Assistia e assistia os mesmo, extras e mais extras iguais. Numa segunda visita aqui em Teresina, minha tia Kety chamou um amigo dela pra conversar comigo sobre minha ''decisão'' de ser cineasta, o Douglas Machado (um cara que faz cinema no Piauí, o cara é craque e a conversa me ajudou muito)  e me falou um pouco sobre a vida dele, sobre contar histórias. Eu não falei, tímido, ele falou muito e em certo ponto me falou sobre DVDs, que poderia me ajudar a estudar, já que vinham extras neles, como comentários do diretor. Pensei comigo ''eu já tenho, adoro os extras'' me sentindo o pioneiro (coisa de criança). Ainda hoje acho que os comentários nos filmes são extras necessários (não entendo porque o Spielberg não faz comentários e não engulo a justificativa sobre não precisar comentar seus filmes, faz uma analise técnica droga, conta histórias. Um dos melhores comentários do diretor que já vi foram do Francis Coppola nos Poderoso Chefão e pra quem não tá com inglês afiado, tem legendas em português), mas que algumas produtoras ainda insistem em cortar ou não legendar, né Warner!

Passei um tempo sem colecionar, mas agora voltei, com preços em baixa e a vontade de fazer algum filminho. O sonho de ser um super cineasta acho que passou. Já vi muitos filmes, com certeza aprendi muitas coisas e técnicas em grande parte por causa do Home Video., ou seja, VHS e DVDs. Se não conseguir fazer o que quero, dirigir alguma coisa por assim dizer, e seguir na área de comunicação, pelo menos passei horas nesses mundos bacanas que gosto tanto, sentado na minha cama, no sofá, botando a imaginação pra funcionar.

 Ah, quem quiser me dar dvds de presente, sendo original, tou aceitando. =)  Por falar nisso, Vivianna, cadê meu Wall-e?

Até! =)

27 Outubro 2009

Título idiota: a nova onda do Google





Pois é, não atire antes de saber em quem você está atirando. Fiz isso com o Twitter e me arrependi. Hoje, desisti do Orkut e me informo, me comunico, brinco e tudo mais pelo Twitter... Não posso dizer mais que ele não serve pra nada como tinha dito aqui. As pessoas no Twitter me chamaram de ignorante com razão.

Não vou atirar no escuro de novo. Dia desses o Google lançou uma versão prévia do GoogleWave, convidaram a @LayannaMaiara (não adianta pedir convite pra ela que não tem mais tá =p) que, depois de muita chateação minha, me convidou. O convite demorou pacas a chegar, só hoje pude confirmar minha entrada na nova aposta do Google para o domínio mundial (risada maligna).

Eu, por minha vez, vou experimentar e depois, eu digo o que eu acho. Mas já é muita emoção ser um dos primeiros =p Valeu @LayannaMaira. Pra quem já tiver o GoogleWave e quiser me add: bigcrazy2005@googlewave.com

Só mais uma coisa, hoje o dia tava lindo! Nublado, ótimo! Quiçá todos os dias fossem assim, nem tá fazendo tanto calor. Uma pena é que não pode ventar um pouquinho que falta luz... Cepisa, estou de olho em você.

É isso. Até!

23 Outubro 2009

Sorriso no Brasil!

O sorriso do brasileiro tem que ser pensado! =D



Até!